Na sexta edição do PEDROCK, contamos com a apresentação de 25 bandas
previamente selecionadas. Na tarde de sábado, dia 15 de julho, um grande
passo na história do evento foi dado, quando o Mineirinho do Clube da Esquina,
LÔ BORGES, subiu no palco e apresentou um show espetacular.
Mais uma vez, a parceria com a APAE foi um sucesso, não somente no
almoço beneficente como também no controle da portaria do evento,
onde um percentual da bilheteria foi destinada a instituição. Outra
parceria foi a arrecadação de mais de uma tonelada de alimentos não
perecíveis doados pelo publico do show e destinados à Vila Vicentina
de Pedralva.
Aconteceu também no domingo, a Segunda Trilha do Rock e
o Primeiro Encontro de Mountain Bike, onde os participantes saíram
de manhã do Parque de Exposições, conheceram pontos turísticos da
nossa região, e retornaram para o evento, sendo recebidos com o
almoço em benefício à APAE.
Depoimento da Jornalista e Escritora Ana Paula Corradini,
presente em Pedralva durante o evento.
Tendií Tamén Texto de Ana Paula Corradini – Santo André, SP.
Retirado do site
http://www.clubedaesquina2.blogger.com.br sobre o Pedrock de 2006.
Metade das pessoas que eu conheço não entende essa minha fascinação por Minas,
mas basta eu passar um final de semana por lá para relembrar um milhão de
motivos para amar essa terra e sonhar em morar lá. Pra começar,
duas razões que valem por todas as outras: amigos novos que parecia
que a gente conhecia há muito tempo e o melhor show do Lô Borges
de todos os tempos! Tudo isso no Pedrock, o festival de rock de
Pedralva. Tudo começou com aquela camisa fatídica do "Tendií Tamén"
que o Lô usou no show aqui no Sesc Itaquera. Pedi uma igualzinha ao
Tete Monti, que eu conhecia desde antes da era Orkut, por causa de um
site completíssimo que ele tinha sobre o Clube, e finalmente fiquei
sabendo sobre o Pedrock. Orkut vai, conversa vem, fiquei conhecendo
uma pá de gente de Pedralva. E um dia, ao deixar um scrap provavelmente
me desculpando por algum mico em show para o Lô, vi um recadinho super
meigo de uma garotinha linda de 10 anos, a Alice e que - pasmem! -
é fanzona de Lô Borges. Como assim? E adivinha de onde ela é? Bingo!
Só em Pedralva mesmo. Entonces, sábado passado fomos eu e Marcondes
simbora pro festival. O caminho que a gente considerava mais curto
(São Paulo - Lorena - Itajubá - Pedralva) acabou sendo o mais longo,
mas valeu a pena pela serrinha linda até Itajubá e pela parada
providencial em Piranguinho, a capital nacional do pé de moleque.
O show do Lô estava marcado pras cinco da tarde, chegamos chinelando,
às 16h45 e logo na entrada do local do show, lá na Bica, encontramos
a Alicinha e a Lana, mãe dela. Ganhei o abraço mais gostoso do mundo
e logo fui encontrar a Silvana e o Gui, clubeirinho que ama dinossauros.
E que barato encontrar ao vivo e em cores o Tete & noiva linda,
Rafael, Rafaé & namorada linda, Renatinha, Thiago e Paulinha
(essas duas últimas pedralvenses eu já tinha visto no show do
Lô no Sesc Pompéia)! Pena que não deu tempo de conversar mais!
O Lô chegou e fomos conversar com ele, dei um livro meu pra ele e
foi aquela simpatia de sempre. E mesmo depois de todos os shows
do Lô que eu já vi, acho que não estava preparada pra versão
Pedrock. Que show! A cada música a molecada gritava ES-PE-TA-CU-LAR!!!
E não tem mesmo palavra melhor pra expressar aquela festa. Começou
com Tudo em cores pra você, e aí foi Clube da Esquina Dois (e eu
gritando "Lô, A Força do Vento!"), Quem sabe isso quer dizer amor
("Lô, A Força do Vento!") e mais uma pá de músicas do disco novo
(Qualquer lugar, Um dia e meio), Sonho real ("Lô, A Força do Vento!"),
Ela, Feira moderna, Trem de Doido ("Lô, A Força do Vento!"),
Equatorial, Um girassol da cor do seu cabelo - com direito à
macarena no palco ("Lô, A 4 Força do Vento!"). De repente, não
é que o Lô vira e diz: "Agora a gente vai tocar o que vocês quiserem!".
E o povo gritando os nomes das músicas, a Alicinha nos ombros de
alguém lá na frente com um papelzinho na mão pedindo pra ele tocar
Clube da Esquina 1. Foi emocionante demais, eu nunca tinha ouvido
aquela música ao vivo, e o povo abraçado, cantando junto emocionado,
numa comunhão que só quem gosta do Clube da Esquina entende. E
depois ele vira e diz: "Agora eu vou tocar A força do vento, que
uma menina tá me pedindo desde o começo do show!". Adivinha quem
era, hein? ;) E foi lindo demais. Acho que foram umas duas horas
de show, que terminou com Fé cega, faca amolada e Até amanhecer,
o Lô ensaiando se jogar nos braços do povo e um molequinho mini-Lô
que se tacou de lá de cima de verdade! Depois pegamos uma meia
hora de fila pra tirar mais fotos com ele, enquanto a Alicinha e
o mini-Lô competiam pra ver quem entrava mais vezes no camarim
improvisado. A camiseta deles já estavam coberta por uns 25
autógrafos e ainda desafiei os dois pra ver quem conseguia uma
assinatura do Lô no sovaco, mas acho que eles não me levaram
muito a sério. O Lô foi um doce mais uma vez e até assinou um
desenho que o Gui fez: um trem azul levando Lô Borges, Flávio
Venturini, 14 Bis, Beto Guedes - e guiado pelo ET de Varginha!
ES-PE-TA-CU-LAR!!! Eu pulei tanto que não estava nem mais
sentindo o frio de uns 8ºC de Pedralva. Antes de dormir, eu e
o Marcondes ainda batemos um papão com a mãe e a vó da Alice
(Dona Nilza) no casão de 106 anos (é isso mesmo) onde elas moram.
O café da manhã do domingão teve direito à bolo de chocolate
feito pela Alice, pão de queijo e sequilho e uma prosa boa demais
com as tias da Alice, Márcia e Mônica, e os amigos Celeste, Léo,
Ângela, André e Val. Sabe aquela sensação de conhecer todo mundo
a vida inteira e se sentir super em casa? Pois foi isso mesmo.
Depois do café fomos todos conhecer o "Coqueiro Torto", que é
um coqueiro torto mesmo, e a Cachoeira do Segredo, um lugar
mágico nos limites da cidade. Ainda voltamos para o parque de
exposições para almoçar e ouvir a banda do Tete, Comida de
Cachorro, tocando Beatles! Voltamos cheios de saudades da Alicinha,
do povo todo, da vibração boa que Pedralva tem. Eu e o Marcondes
comentamos como tudo isso aqui (SP) fica superficial e sem graça
perto de tudo aquilo, que acho que só pode ser traduzido mesmo
como um sentimento de fraternidade. E que falta que isso faz!
Entonces, 2007 já sabe:
TENDIÍ TAMÉN!
Ana Paula Corradini – Santo André, SP
(Fonte: Jornal O Centenário)